Internacional vence Juventude de virada no Brasileirão e encerra jejum com show de bolas aéreas

Internacional vence Juventude de virada no Brasileirão e encerra jejum com show de bolas aéreas

abr, 27 2025

Virada emocionante e fim da seca no Beira-Rio

Quem disse que futebol é só chute de longe e drible pelo chão? No Beira-Rio, os torcedores do Internacional puderam comemorar uma vitória daquelas que marcam. O time gaúcho voltou a vencer no Brasileirão, depois de quatro partidas seguidas sem sentir o gosto dos três pontos. E não foi um triunfo qualquer: o Colorado bateu o Juventude por 3 a 1, em uma noite recheada de gols de cabeça e cruzamentos precisos.

O começo parecia trazer mais uma noite de pesadelo. Aos 13 minutos, o Juventude pulou na frente. Adriano Martins aproveitou vacilo da defesa colorada e deixou os visitantes em vantagem. O torcedor até se preparou para o pior, mas logo veio a reação.

O empate apareceu rápido. Aos 17, o artilheiro Víor Gabriel subiu no meio da zaga após escanteio cobrado por Alan Patrick e testou firme para as redes, sem dar chance para o goleiro. O Beira-Rio soltou o grito preso na garganta.

O gol mudou a cara do jogo. O Inter passou a dominar, com volume, intensidade, e, principalmente, capricho na bola parada. O segundo gol saiu aos 39 minutos: de novo, Alan Patrick cruzou na medida, desta vez para Tabata, que subiu mais alto que todo mundo e virou o duelo com outro golpe de cabeça. Antes do intervalo, a sensação já era de que a maré finalmente tinha mudado.

Alan Patrick comanda e Juventude não responde

Alan Patrick comanda e Juventude não responde

Se do lado colorado o destaque foi a precisão dos cabeceios, ninguém pode negar o papel fundamental de Alan Patrick. Camisa 10 clássico, ele foi o garçom da noite: todas as três assistências saíram dos seus pés, com cruzamentos milimétricos que desmancharam a defesa do Juventude. Foi dele também o ritmo da equipe: ditava o tempo, organizava as saídas, buscava o jogo em todos os setores. Deve ter saído aplaudido até por adversário.

Na volta do intervalo, o Juventude tentou mexer as peças. O técnico Fábio Matias viu a zaga perder fôlego e trocou Adriano Martins por Abner, um jovem que, logo na entrada, levou cartão amarelo e pareceu sentir o peso do confronto. Mas nada conteve o ímpeto colorado.

O terceiro gol veio para sacramentar a noite: 12 minutos do segundo tempo, e Alan Patrick decidiu mais uma vez. Mandou o cruzamento na cabeça de Víor Gabriel, que não perdoou. Foi o segundo dele e o gol para colocar a vitória em modo seguro.

Se Juventude esboçou pressão, ela quase não apareceu. O Inter cortava o jogo pelo alto e mantinha o adversário longe da área. O 3 a 1 tirou uma tonelada das costas dos colorados. Afinal, depois de quatro rodadas na seca, nada como vencer diante da torcida, mostrando força onde poucos prestam atenção: na bola aérea.

No fim, o resultado não só espantou a má fase, mas elevou o Inter na tabela do Brasileirão. Para quem vinha pressionado, a noite foi de alívio e recado para os rivais: cruzamento bem feito e cabeceio afiado continuam sendo armas mortais no futebol brasileiro. Quem duvida, que olhe para o placar do Beira-Rio.

11 Comentários

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    Sidney Souza

    abril 28, 2025 AT 12:55
    Essa vitória foi pura adrenalina! A bola aérea tá de volta e o Inter mostrou que sabe jogar no alto. Alan Patrick é o cara, mano. Tudo que ele toca vira gol. A torcida finalmente respirou!

    Esse time tá com cara de time de verdade agora.
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    Cleber Hollanda

    abril 28, 2025 AT 15:59
    O Juventude foi uma zebra total. Se a zaga do Inter tivesse feito o mínimo de atenção, nem o primeiro gol entrava. E ainda falam que futebol é arte, isso aqui foi pura incompetência defensiva. E o técnico do Juve? Nem fala.
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    Vinicius Lorenz

    abril 30, 2025 AT 05:40
    A bola aérea como arma tática tá sendo redescoberta no Brasileirão. O Inter operou como um sistema de alta pressão aérea, com cross precision de nível europeu. Alan Patrick tá operando como um playmaker de centroavante, não só como um meia. Isso é evolução tática. O Juventude não tinha resposta para isso, e o treinador não fez ajuste nenhum. O futebol tá mudando, e os times que não evoluem ficam pra trás.
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    Bruno Figueiredo

    maio 1, 2025 AT 18:14
    Víor Gabriel com dois gols de cabeça e Alan Patrick com três assistências. Isso não é sorte, é trabalho. O Inter treina cruzamento e cabeceio todo dia. Muita gente esquece que futebol não é só drible e passe curto. A bola aérea ainda mata.
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    Leobertino Rodrigues Lima Fillho Lima Filho

    maio 3, 2025 AT 03:43
    O Juventude é uma vergonha. Tá na Série A por acaso? Essa defesa é de time de amador. E o técnico? Fábio Matias tá no cargo errado. O Inter é o time do Brasil, o resto é ilusão. 🇧🇷🔥
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    James Robson

    maio 3, 2025 AT 17:07
    Fiquei em silêncio depois do gol do Juventude. Achei que ia ser mais uma dessas. Quando o Víor marcou, quase não acreditei. Mas quando o segundo veio... foi como se o peso do mundo tivesse caído. Não falei nada. Só chorei.
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    Ana Elisa Martins

    maio 4, 2025 AT 16:04
    Se o Inter tivesse feito isso contra o Flamengo, ninguém falaria. Mas contra o Juventude é 'show de bola aérea'. O futebol tá cheio de hipocrisia.
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    Genille Markes

    maio 5, 2025 AT 15:55
    Acho que o Ana Elisa tem razão. Mas não é só isso. O Inter jogou com identidade. Não foi sorte. Foi planejamento. E o público sentiu isso. A vitória foi merecida, mesmo que o adversário não fosse top.
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    Luciano Oliveira

    maio 7, 2025 AT 15:23
    A bola aérea não é só uma tática, é uma metáfora da existência humana. O homem que se eleva acima da mediocridade, que não se deixa abater pela pressão do chão, que busca o alto mesmo quando o mundo quer que ele se curve - isso é o Inter. O Juventude representa o conformismo, o medo de saltar. E Alan Patrick? Ele é o arquétipo do herói que traz a luz do céu para os que vivem na escuridão do empate. Essa vitória não é apenas esportiva, é filosófica. A vida é um cruzamento bem colocado, e o gol é o momento em que a alma se encontra com o destino.
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    josias Alves Cardoso

    maio 9, 2025 AT 13:23
    Essa vitória tá me dando esperança de novo 🙏👏. Alan Patrick é o coração desse time. E o Víor? Pura fome de gol. A torcida merece isso depois de tanto sofrimento. Parabéns, Colorado!
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    Meliana Juliana

    maio 10, 2025 AT 19:04
    O desempenho do Inter foi exemplar. A equipe demonstrou disciplina tática, foco em bolas paradas e maturidade emocional. É importante destacar que a recuperação após quatro jogos sem vitória exige liderança e resiliência. Parabenizo o técnico e os jogadores por manterem a calma e executarem o plano com precisão. Isso é futebol de alto nível.

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